sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Lua Azul

Vamos falar de alquimia? Você já tentou observar a natureza, as coisas que estão à nossa volta? Observe... mas faça isso com um outro olhar... o sentir.
Em uma tarde qualquer observe uma árvore, uma planta, um jardim... tente perceber a conexão que os vegetais tem com o sol, por exemplo. Quando sentir o vento, uma brisa... feche os olhos... deixe uma outra sensação tocar você. Inspire respire e observe melhor o mundo, como algumas coisas são "mágicas".
Creio que quando éramos crianças tínhamos um outro jeito de olhar o mundo... com toda uma curiosidade, afinal, era como se olhássemos tudo pela primeira vez. Então, crescemos e nos acostumamos com as coisas, com olhar. Paramos de valorizar o que está a nossa volta.
Quantas vezes nós vimos um por-do-sol? Muitas, não é? Mas quantas nós paramos para aplaudi-lo, reverenciá-lo ou simplesmente agradecer? 
Ah, é algo tão comum não é mesmo? Até que um dia algo acontece em nossas vidas e  passamos a prestar atenção nessas simples coisas... ou não. 
Ás vezes é melhor buscar momentos de bem estar em outras coisas efêmeras. 
Mas na verdade temos todo um aparato de integração com nossas essências e é gratuito, está no ato de respirar por exemplo.
Mudemos e pratiquemos um outro jeito de olhar as coisas da vida.

Agora sobre a Lua Azul...

A Lua Azul acontece, em média:
• Uma vez a cada dois anos e sete meses;
• Sete vezes a cada dezenove anos; e 
• Trinta e seis vezes num século. 
• Isso se deve a que um mês terrestre tem em média 30,5 dias enquanto o mês lunar tem 29,5 dias. 

É chamada de Lua Azul, por ser a 2ª Lua Cheia dentro do mesmo mês. É um momento fantástico para trabalhar o eu interior, a religiosidade, a intuição e potencializar os poderes psíquicos. 

Favorece ainda a prosperidade e a abundância como um todo. A Lua exerce incrível influência sobre nós uma vez que nosso corpo é constituído 70% de água e, essa influência atua no corpo emocional.

Você vai encontrar vário tipos de rituais pela internet... aqui vamos tratar só do básico. Algo para leigos. Assim como eu, rss...

Os rituais devem começar às 20hs, mas caso não seja possível optem por outro horário.
Usem roupas de cor azul.
Elevem seus braços para o alto, tentando captar a energia da lua, fechem os olhos e estejam descalços.
Se quiserem podem utilizar uma garrafa da cor azul e a deixem-a com água, sob a luz do luar.
Ascendam  uma vela azul (ou branca se não tiverem)e ao lado coloquem uma maçã ou quantas preferirem (de preferência número ímpar). Essas maçãs devem ser oferecidas aos seres elementais, as fadas. Depois vocês podem come-las ou oferecer à outras pessoas.

O mais importante: A oração.
Antes de qualquer oração lembrem-se sempre que há uma força suprema no universo... Deus ( há outro nomes também)! É à ele que devemos clamar primeiramente.
A oração é algo muito poderoso, então converse com a lua. Conte a ela o que você realmente precisa, peça com vontade e fé... mas tenha muita certeza do que você está pedindo, é um momento muito poderoso!
Aconselho a pedir prosperidade, amor e proteção!

Ao final... agradeçam. 
E que a lua azul traga muita luz à todos!



quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Mulheres

"Certo dia parei para observar as mulheres e só pude concluir uma coisa: elas não são humanas. São espiãs. Espiãs de Deus, disfarçadas entre nós.
Pare para refletir sobre o sexto-sentido.
Alguém duvida de que ele exista?
E como explicar que ela saiba exatamente qual mulher, entre as presentes, em uma reunião, seja aquela que dá em cima de você?
E quando ela antecipa que alguém tem algo contra você, que alguém está ficando doente ou que você quer terminar o relacionamento?
E quando ela diz que vai fazer frio e manda você levar um casaco? Rio de Janeiro, 40 graus, você vai pegar um avião pra São Paulo. Só meia-hora de vôo. Ela fala pra você levar um casaco, porque "vai fazer frio". Você não leva. O que acontece?
O avião fica preso no tráfego, em terra, por quase duas horas, depois que você já entrou, antes de decolar. O ar condicionado chega a pingar gelo de tanto frio que faz lá dentro!
"Leve um sapato extra na mala, querido.
Vai que você pisa numa poça..."
Se você não levar o "sapato extra", meu amigo, leve dinheiro extra para comprar outro. Pois o seu estará, sem dúvida, molhado...
O sexto-sentido não faz sentido!
É a comunicação direta com Deus!
Assim é muito fácil...
As mulheres são mães!
E preparam, literalmente, gente dentro de si.
Será que Deus confiaria tamanha responsabilidade a um reles mortal?
E não satisfeitas em ensinar a vida elas insistem em ensinar a vivê-la, de forma íntegra, oferecendo amor incondicional e disponibilidade integral.
Fala-se em "praga de mãe", "amor de mãe", "coração de mãe"...
Tudo isso é meio mágico...
Talvez Ele tenha instalado o dispositivo "coração de mãe" nos "anjos da guarda" de Seus filhos (que, aliás, foram criados à
Sua imagem e semelhança).
As mulheres choram. Ou vazam? Ou extravazam?
Homens também choram, mas é um choro diferente. As lágrimas das mulheres têm um não sei quê que não quer chorar, um não sei
quê de fragilidade, um não sei quê de amor, um não sei quê de tempero divino, que tem um efeito devastador sobre os homens...
É choro feminino. É choro de mulher...
Já viram como as mulheres conversam com os olhos?
Elas conseguem pedir uma à outra para mudar de assunto com apenas um olhar.
Elas fazem um comentário sarcástico com outro olhar.
E apontam uma terceira pessoa com outro olhar.
Quantos tipos de olhar existem?
Elas conhecem todos...
Parece que freqüentam escolas diferentes das que freqüentam os homens!
E é com um desses milhões de olhares que elas enfeitiçam os homens.

EN-FEI-TI-ÇAM !

E tem mais! No tocante às profissões, por que se concentram nas áreas de Humanas?
Para estudar os homens, é claro!
Embora algumas disfarcem e estudem Exatas...
Nem mesmo Freud se arriscou a adentrar nessa seara. Ele, que estudou, como poucos, o comportamento humano, disse que a mulher era "um continente obscuro".
Quer evidência maior do que essa?
Qualquer um que ama se aproxima de Deus.
E com as mulheres também é assim.
O amor as leva para perto dEle, já que Ele é o próprio amor. Por isso dizem "estar nas nuvens", quando apaixonadas.
É sabido que as mulheres confundem sexo e amor.
E isso seria uma falha, se não obrigasse os homens a uma atitude mais sensível e respeitosa com a própria vida.
Pena que eles nunca verão as mulheres-anjos que têm ao lado.
Com todo esse amor de mãe, esposa e amiga, elas ainda são mulheres a maior parte do tempo.
Mas elas são anjos depois do sexo-amor.
É nessa hora que elas se sentem o próprio amor encarnado e voltam a ser anjos.
E levitam.
Algumas até voam.
Mas os homens não sabem disso.
E nem poderiam.
Porque são tomados por um encantamento
que os faz dormir nessa hora."

(Luís Fernando Veríssimo)


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Cartas

Hoje em dia não se escreve mais cartas, não é mesmo? Com essa modernidade toda as cartas escritas à mão foram substituídas por e-mails e tudo mais.
Pensando nisso, estou criando dentro do blog o "Projeto Cartas", onde estarei as publicando à determinadas pessoas.
É também uma forma de presenteá-las/homenageá-las... ou não. Pois, nem todas as pessoas saberão da existência delas.
É algo íntimo, onde tentarei transportar através das palavras vivências com essas pessoas comuns ou especiais.

Vamos à primeira:

"Carta para uma professora"

Foi na terceira série que eu entrava em uma nova escola. Por motivos particulares fiquei um determinado tempo sem estudar. Então, tudo estava um tanto diferente, uma sensação de frio na barriga.
Logo descobri que tinha quatro professoras. "Que legal!" - pensei. Pelo menos não iria enjoar tão fácil de uma delas.
Português, Matemática, Estudos Sociais, Ciencias e... Educação Artística! Era essa a grade.
E no meio dessa novidade, aconteceu uma greve... só uma das professoras ficou: a Claudia, de Educação Artística/Estudos Socias.
Como descreve-la? Uma mulher bonita, balzaquiana, não era magra nem acima do peso, os cabelos eram castanhos claro, lisos e iam até a metade das costas.
O que mais me chamava atenção era o jeito dela, um certo charme... e aqui já entrego que fui apaixonado por ela!! (rss)
Por alguns anos minha professora foi minha musa inspiradora. Típica paixão platônica de aluno-professor.
O mais interessante é que se hoje estou começando a "brincar" de escritor, devo muito disso à ela que me incentivou.
Quando tínhamos que fazer uma redação, ela chamava aquilo de "Produção de Texto" - fica diferente, não é? Ok, é a mesma coisa mais sai da mesmice de "Redação".
Anteriormente, eu ficava com preguiça quando tínhamos que fazer uma redação. Já conseguia ouvir as mesmas histórias sendo contadas por bocas diferentes. Mas quando ouvia/lia "Produção de Texto" aquilo me tirava um pouco do chão. Sentia que tinha que transpor da mesmice, mas o que me fazia voar era o incentivo da minha professora. Ela realmente lia nossos textos, comentava, corrigia etc. Guardava algumas vezes para si as melhores e sempre, sempre elogiava.
Uma vez ela me deu um livro, onde haviam figuras... acontecia uma história, mas não era contada. Haviam balões vazios para as personagens, ou seja, era para se criar uma história com suas próprias palavras.
Essa professora, nos ensinou que quando pintávamos uma árvore ela não necessariamente deveria ser marrom e verde, por exemplo. Poderia ser de qualquer cor! Porque isso era imaginação e estávamos ali para aprender... imaginar!
Posso ainda estar engatinhando nos caminhos da escrita, mas é importante lembrar onde tudo começou. O tamanho do papel de um professor, que pode estimular/descobrir talentos. Claro que também há o contrário.
Espero que todas as pessoas que lidem com crianças e adolescentes, sejam semeadores de SONHOS!
E que um dia eles se tornem -se realidade.

Obrigado à professora Claudia e todos os outros mestres que tive... e tenho! rs










segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Medo de Perder

Um dos maiores obstáculos para uma vida plena, harmônica, mais expressiva e significativa é o medo de perder, sobretudo o medo de perder alguém, medo de perder alguém que dizemos amar. O medo de perder a esposa, o esposo, os filhos, os amigos, o patrão, o empregado, o cliente. Esta emoção é a principal responsável pelo nosso sofrimento vital. 
Medo de perder é o medo de nos tornarmos dispensáveis para a pessoa com a qual nos relacionamos. Ele se reveste de incontáveis formas, aparece sob incontáveis disfarces: medo de sermos criticados por alguém, medo de que falem mal de nós, medo de que nos humilhem, medo de sermos abandonados, medo de sermos rejeitados, medo de não sermos importantes, medo de não sermos ilustres, medo de sermos menosprezados, medo de não sermos amados, medo da solidão... Tudo isto pode ser designado mais claramente por uma palavra: ciúme. 
O ciúme é o medo de não ter alguém, de não possuir alguém. Na relação ciumenta colocamos nós e o outro como objetos. Nesta relação, pessoa e objeto são a mesma coisa. No ciúme, temos medo de ser, algum dia, considerados inúteis, dispensáveis à outra pessoa. E esta é a emoção do sofrimento, a emoção do apego, a emoção da relação confusa, misturada e dependente. O que agrava é que, na nossa cultura, aprendemos o ciúme como sendo amor e o ciúme é justamente o contrário. O ciúme é o oposto do amor. Na relação amorosa existe identidade – eu sou independente de você. Na relação ciumenta e objetal, perde-se a identidade – eu sem você não valho nada, você é tudo para mim. 
O amor é solto e livre, vem de uma querência íntima, está diretamente ligado ao sentido de liberdade, de opção, de escolha. O ciúme prende, amarra, condiciona, determina esta emoção – eu já não sou eu, sou o que o outro quer que eu seja, para que ele também seja o que eu quero que ele seja. No ciúme há um pacto de destruição mutua em que cada qual usa o outro como garantia de que não estará sozinho. Eu me abandono para que o outro não me abandone, eu me desprezo para que o outro não me despreze, eu me desrespeito para que o outro não me desrespeite, eu me destruo para que o outro não me destrua. 
O ciúme é o medo de ser dispensável a alguém e, o mais grave talvez esteja aqui – nós passamos a vida inteira com medo de nos tornarmos para os outros, um dia, o que já somos: totalmente dispensáveis. O homem é, por definição, dispensável, transitório, efêmero, aquilo que passa. Em todas as relações que temos hoje, somos substituíveis. O mundo sempre existiu sem nós, está existindo conosco e continuará a existir sem nós. Nós somos necessários aqui e agora, mas seremos dispensáveis além e depois. O medo de ser dispensável a alguém é o mesmo medo da morte, que é real. O medo da morte é o ciúme da vida, é a vontade irreal, falsa de sermos eternos, permanentes e imutáveis, enquanto seres encarnados. O medo de perder nos leva a entender que as coisas só valem a pena se forem eternas, permanentes, duráveis. Uma relação só tem valor neste caso, se nós tivermos garantia de que sempre será assim com é, mas como tudo é transitório, mutável, passível de transformação, o medo de perder nos leva a estado contínuo de sofrimento. 
As consequências do ciúme são muito claras: se eu tenho medo de que me abandonem, de me tornar dispensável a alguém, de que não me amem, ao invés de fazer tudo para ser cada vez mais, para ser cada vez melhor, eu vou gastar toda a minha vida, todas as minhas energias, para provar aos outros que eu já sou mais, que eu já sou o melhor, que eu já sou o primeiro. Ao invés de empenhar esforços para ser, por exemplo, um chefe, um filho, um marido, uma esposa, um pai ou uma mãe, cada vez melhor, gasta-se as energias para provar ao subordinado, aos pais, à mulher, ao marido, aos filhos, aos amigos, ao empregado... que já se é o melhor do mundo, o que é mentira. 
O ciúme nos conduz a um delírio de onipotência. Os nossos atos, as nossas iniciativas, a nossa conversa, o nosso comportamento, as nossas considerações, nossas ações, tudo passa a ser para mostrar aos outros que já somos bons, fortes, capazes e perfeitos. E aí está a diferença básica, fundamental, entre o medo de perder e a vontade de ganhar. 
Medo de perder é assim: ganhamos, ninguém vai nos tomar, gastaremos todas as energias para defender o que nós já possuímos, para conservar o que já ganhamos. Nós já chegamos ao ponto máximo, só temos o perigo de perder. A vontade de ganhar, por outro lado, é assim: estamos sempre ativos, descobrindo as oportunidades de ganho, procurando ganhar cada vez mais, ao invés de nos preocuparmos com possíveis perdas. 
Aqui na terra, o que temos de mais sagrado é a nossa própria vida, a vida biológica. Esta nós já vamos perder. Todas as outras perdas são secundárias. 
O medo de perder é reativo, defensivo, justificativo – as pessoas ciumentas estão sempre com um pé atrás, outro na frente, sempre se prevenindo para não perder, sempre se preparando, sempre conservando. As pessoas com vontade de ganhar estão sempre ativas, sempre optando, arriscando. O medo de perder é a vivência antecipada do futuro, é a preocupação. A vontade de ganhar, por outro lado, á a vivência do presente, a vivência da beleza do presente. Em tudo, a cada momento, existem riscos e existem oportunidades. No medo de perda a pessoa só vê os riscos. Na vontade de ganhar, a pessoa vê os riscos, mas sobretudo vê também as oportunidades... Cada momento da vida é um desafio para o crescimento. 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O olhar

Exercícios contínuos de aprendizado do olhar: 

- Olhar a vida como dom e presente a ser cultivado; como graça que precisa ser 

acolhida com responsabilidade e gratidão. 

-Olhar a morte com a serenidade de quem sabe porque vive. Aliás, só tem dificuldade de olhar a morte quem não aprendeu a saborear a vida. Jesus ensinou, em Bethânia: “Se creres, verás a glória de Deus” 

(João 11,40). 

- Olhar para si mesmo com paciência e generosidade. Às vezes é mais fácil ser generoso com os outros do que com a gente mesmo. Tem muita coisa que gostaríamos de mudar em nós que só depende de nós, mas que ainda não conseguimos. Paciência e perseverança. 

- Olhar para os outros sem as armas que costumamos trazer escondidas no coração, pelo preconceito, pela inveja, pelo medo, pelo ciúme. Olhar para os outros como convite para a nossa própria melhora. 


- Olhar para as coisas dando-lhes o devido lugar. Nada nem ninguém que esteja fora do coração humano é capaz de preenchê-lo. 
As coisas são instrumentais que nos ajudam, mas não podem ser absolutizadas. 


- Olhar com caridade para aqueles que nos machucam – caridade suficiente para compreendermos que, como nós, são pessoas limitadas, fracas, falhas, sujeitas aos dissabores da vida. 


- Olhar com gratidão para as pessoas que nos amam, procurando corresponder a elas. Saber-se amado é gota fundamental de cura, em qualquer tempo, para 
qualquer idade. 

- Olhar com humor: o humor é fundamental para o equilíbrio humano. Ele nos dá a graça de tomarmos distancia de nós mesmos e dos acontecimentos. Ele nos permite colocar todas as coisas em perspectiva e tirar o tom dramático dos acontecimentos.

O humor ajuda a ver a vida com olhos 
novos, com novos pontos de vista. 
O humor realça as incertezas de nossa vida, mostrando-nos que ela não é previsível. 
Viver é acolher cada dia, 
como novo – completa e absolutamente novo.O humor nos ajuda a perceber 
que as coisas são relativas. 
Quem é muito sério acaba se achando muito importante e por isso não gosta do humor, que poe em risco a máscara, a couraça, a casca que reveste o balão do orgulho prepotente. O humor ajuda a desinchar o balão, pois quebra a casca. 

Aprenda a Olhar” (Pe. Léo, SCJ) 
Do livro “Gotas de Cura Interior”