Outro dia estava no metrô e observei duas garotinhas que caminhavam meio abraçadas. Aparentavam ter aproximadamente entre 10 e 11 anos... (sempre me esqueço de perguntar, rs) Poderia haver algum parentesco entre elas: primas, irmãs... não sei. Eu as vi à uma certa distância que não deu para comparar os traços. O fato é que elas caminhavam em harmonia, conversando, com sorrisos e aquele gesto de carinho. As pessoas que passavam por ali, pouco apreciavam a cena. Era algo comum, mas ao mesmo tempo peculiar...
Lembrei de umas pesquisa que li um dia desses, a qual comparava porque as viúvas vivem mais que os viúvos... (sei que isso pode não vai mudar sua vida, rs) Um dos motivos que o estudo apontava, seria a questão do TOQUE.
Vamos clarear as coisas. O estudo diz que o fato de as mulheres se tocarem mais ao longo da vida seria como se criassem estímulos para o corpo, e comparando ambos os sexos, os homens se tocam menos.
Comentei isso com um amigo que é pedagogo, ele acendeu outra lanterna. Me relatou que certa vez observava crianças na faixa de 3 à 5 anos de idade, e percebeu que os garotos nessa fase se tocam mais ( que as garotas (surpresa!). Porém, ao longo do desenvolvimento o que acontece? Eles são "alertados" pela sociedade que isso não é visto com bons olhos.
Tenho exemplos na minha própria família , como o fato de um dia ouvir uma conversa entre um dos meus irmãos e o pai deles (somos filhos de pais diferentes), na qual o pai questionava se haveria problema de dois homens se abraçarem: pai e filho. Então, meu irmão disse que sim... "Homem abraçando homem?!" Nesse caso posso dizer que é mais machismo do meu irmão, a ter um pré conceito. Há de se ter abraços, em nossa família, rss. Talvez o que ele quis dizer, seja reflexo do que é dito e como é visto por certas pessoas... uma pena.
Sou muito a favor da prática da distribuição de abraços e beijos independente de quem quer que seja, se você gosta da pessoa, por que não? Porém, temos que respeitar o "limite" de cada um e algumas coisas tem haver com afinidade.
Enfim, vamos deixar de ser caretas e nos preocupar com o que as pessoas vão achar... o importante é o que nós sentimos! E se esses toques, podem fazer com que vivamos mais... Por que não?
segunda-feira, 9 de abril de 2012
domingo, 8 de abril de 2012
Samara - parte 2
O que teria acontecido com Samara? Conseguem imaginar??
As dores de cabeça que Samara sentia com frequência, nada mais eram do que avisos de que algo estava errado... foi descoberto um tumor. Ela passou por uma cirurgia no cérebro, e como todos sabem é uma parte delicada do corpo humano... houve sequelas: ela perdeu boa parte de sua memória!
Imaginem como deve ter sido... não se lembrava mais de ninguém. Uma pessoa casada, que trabalhava etc. Teve que reaprender a comer, por exemplo... voltou a ser criança, sendo reapresentada para a vida, para o mundo.
Imagino a paciência e o amor que seu marido colocou nisso tudo... deve ser bem complicado. Para a família, não é que não seja, porém... é família.
Comentei, se poderia ir encontrá-la, mas ela mal reconhecia a irmã, mas quem sabe poderia se lembrar de mim?... acabamos adiando por conta de ser algo ainda recente, vamos dizer assim...
Na minhas lembranças, sempre vou te-la com aquele olhar questionador/desconfiado sobre as pessoas, mas quando abria aquele sorriso largo, ali eu sabia que estava uma pessoa que por mais que parecesse "mal-humorada", era doce... Doce como os que comprávamos em uma loja em frente ao local em que trabalhamos... quantas vezes esperamos um ao outro para podermos ir embora juntos, quantas conversas, quantas risadas... quanta coisa que um dia também vai também se perder no tempo. Foram nossas histórias que um dia se cruzaram para que nós também tenhamos composto uma nova história.
Rezo para que ela recorde o necessário, esqueça os percalços, mas não como um todo, a vida não pode ser só de alegrias, são fatos como esse que trazem um grande aprendizado.
As dores de cabeça que Samara sentia com frequência, nada mais eram do que avisos de que algo estava errado... foi descoberto um tumor. Ela passou por uma cirurgia no cérebro, e como todos sabem é uma parte delicada do corpo humano... houve sequelas: ela perdeu boa parte de sua memória!
Imaginem como deve ter sido... não se lembrava mais de ninguém. Uma pessoa casada, que trabalhava etc. Teve que reaprender a comer, por exemplo... voltou a ser criança, sendo reapresentada para a vida, para o mundo.
Imagino a paciência e o amor que seu marido colocou nisso tudo... deve ser bem complicado. Para a família, não é que não seja, porém... é família.
Comentei, se poderia ir encontrá-la, mas ela mal reconhecia a irmã, mas quem sabe poderia se lembrar de mim?... acabamos adiando por conta de ser algo ainda recente, vamos dizer assim...
Na minhas lembranças, sempre vou te-la com aquele olhar questionador/desconfiado sobre as pessoas, mas quando abria aquele sorriso largo, ali eu sabia que estava uma pessoa que por mais que parecesse "mal-humorada", era doce... Doce como os que comprávamos em uma loja em frente ao local em que trabalhamos... quantas vezes esperamos um ao outro para podermos ir embora juntos, quantas conversas, quantas risadas... quanta coisa que um dia também vai também se perder no tempo. Foram nossas histórias que um dia se cruzaram para que nós também tenhamos composto uma nova história.
Rezo para que ela recorde o necessário, esqueça os percalços, mas não como um todo, a vida não pode ser só de alegrias, são fatos como esse que trazem um grande aprendizado.
sábado, 7 de abril de 2012
Samara - parte 1
O vento que vem de fora me faz lembrar de tanta gente. Pessoas que nunca mais vi e que de uma certa forma foram importantes, outras nem tanto. A memória é algo raro... outro dia estava no metrô e vi um sujeito. Sei que o conheço de algum lugar, mas de onde?
Tente vasculhar os arquivos das minhas lembranças, mas foi em vão... nem poderia ficar encarando muito a pessoa... enfim, não lembrei.
Isso me faz lembrar de uma garota com quem trabalhei, Samara. No começo havia entre nós uma certa antipatia, falávamos só o necessário, mas com o tempo... Como resistir à essa pessoa que vos escreve? - rss.
Brincadeira à parte, ficamos bem próximos. Durante o tempo em que trabalhamos juntos, algumas vezes ela reclamava de dores de cabeça. Acaba sempre se medicando. O tempo passou, sai da tal empresa e anos depois, já em outro trabalho, conheci Luciano. Pelo fato de morarmos na mesma região, passamos a ir embora juntos e criamos uma proximidade... Até que um dia voltando para casa, uma moça esperava por ele: era sua ex-namorada, Lígia. Logo a reconheci... ela era irmã de Samara. Tinha a visto algumas vezes. Ela também me reconheceu e passamos a conversar.
Acabou me revelando que a irmã, não era mais a mesma que eu havia conhecido... não era mais a mesma pessoa. Algo aconteceu. Mudou o comportamento e estava reaprendendo a viver! Houveram progressos durante todo esse "novo processo"... O que teria acontecido com Samara?
Conto no próximo post... rs
Tente vasculhar os arquivos das minhas lembranças, mas foi em vão... nem poderia ficar encarando muito a pessoa... enfim, não lembrei.
Isso me faz lembrar de uma garota com quem trabalhei, Samara. No começo havia entre nós uma certa antipatia, falávamos só o necessário, mas com o tempo... Como resistir à essa pessoa que vos escreve? - rss.
Brincadeira à parte, ficamos bem próximos. Durante o tempo em que trabalhamos juntos, algumas vezes ela reclamava de dores de cabeça. Acaba sempre se medicando. O tempo passou, sai da tal empresa e anos depois, já em outro trabalho, conheci Luciano. Pelo fato de morarmos na mesma região, passamos a ir embora juntos e criamos uma proximidade... Até que um dia voltando para casa, uma moça esperava por ele: era sua ex-namorada, Lígia. Logo a reconheci... ela era irmã de Samara. Tinha a visto algumas vezes. Ela também me reconheceu e passamos a conversar.
Acabou me revelando que a irmã, não era mais a mesma que eu havia conhecido... não era mais a mesma pessoa. Algo aconteceu. Mudou o comportamento e estava reaprendendo a viver! Houveram progressos durante todo esse "novo processo"... O que teria acontecido com Samara?
Conto no próximo post... rs
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Boa tarde Brasil!! Começando mais um post... Como está sendo o feriado?
Já disse à vocês que amo escrever? Pois é... E que fica mais gostoso com o RECONHECIMENTO. Agradeço a quem sempre dá uma olhada aqui.
Em breve... novidade!! Fechando mais uma parceria... sabem meu "amigo apaixonado"? Pensei em contar umas coisas, porém, por que ele mesmo não pode contar? Melhor né?
Só precisamos acertar umas coisas e logo vocês conheceram um outro jeito de olhar a vida... garanto, o cara é bom.
Vejam:
"Um dia já posso ter sido vazio, oco... Mas depois dela não."
"Os melhores beijos da minha vida foram com ela..."
"O fato de eu gostar dela, independe dela."
"As outras garotas... são outras garotas apenas."
Bacana, não? Ele é assim... verdadeiro. Eu sempre me pergunto se já vivi um amor assim... Não sei dizer. Não sei se a intensidade ou a percepção. Porque, pode ser tão forte e não se perceber... ou perceber só no fim... ui.
A história é mais ou menos a seguinte, ele conheceu uma guria nesses jogos on line... A garota era subordinada a ele (entendi, rolou um assédio, rs), então, havia troca de mensagens... e se fez o encanto... Apaixonaram-se!
Ela é muito bonita, ele nem tanto... rss! Brincadeira o cara é... boa-pinta! rs. Mas o fato é que havia um empecilho entre eles... Duas cidades, dois estados... duas vidas!
Criada a expectativa... AGUARDEM...
Mudando de assunto... Eu estou estranho, bem estranho... Os planetas devem estar doidos! rs
Isso deve ter haver com amplitude... espaço! Estou criando outros níveis de relacionamento.
Como explicar? Sociedades? rss
Pow, descobri que adoro política, rs. No sentido geral. Não nesse que todos conhecem e odeiam. Viver em conjunto tem haver com política, por exemplo. Depois falo disso.
Estou experimentando coisas, me experimentando! Meu senso crítico, está mais apurado... isso é um perigo!! Numa sociedade que acha graça de tudo que bomba na internet... A velocidade das coisas ficou algo espantoso! Pensando nisso... dias atrás resolvi ficar fora do Face. Para ver se "sobrevivia", rs.
É, sair um pouco do foco... Por exemplo, hoje não assisto mais tv, como antes. A verdade é que a internet engoliu a televisão de uma certa forma.
Por agora é só. Estou indo à uma reunião... PARCERIAS.
Tenham um ótimo dia!
Já disse à vocês que amo escrever? Pois é... E que fica mais gostoso com o RECONHECIMENTO. Agradeço a quem sempre dá uma olhada aqui.
Em breve... novidade!! Fechando mais uma parceria... sabem meu "amigo apaixonado"? Pensei em contar umas coisas, porém, por que ele mesmo não pode contar? Melhor né?
Só precisamos acertar umas coisas e logo vocês conheceram um outro jeito de olhar a vida... garanto, o cara é bom.
Vejam:
"Um dia já posso ter sido vazio, oco... Mas depois dela não."
"Os melhores beijos da minha vida foram com ela..."
"O fato de eu gostar dela, independe dela."
"As outras garotas... são outras garotas apenas."
Bacana, não? Ele é assim... verdadeiro. Eu sempre me pergunto se já vivi um amor assim... Não sei dizer. Não sei se a intensidade ou a percepção. Porque, pode ser tão forte e não se perceber... ou perceber só no fim... ui.
A história é mais ou menos a seguinte, ele conheceu uma guria nesses jogos on line... A garota era subordinada a ele (entendi, rolou um assédio, rs), então, havia troca de mensagens... e se fez o encanto... Apaixonaram-se!
Ela é muito bonita, ele nem tanto... rss! Brincadeira o cara é... boa-pinta! rs. Mas o fato é que havia um empecilho entre eles... Duas cidades, dois estados... duas vidas!
Criada a expectativa... AGUARDEM...
Mudando de assunto... Eu estou estranho, bem estranho... Os planetas devem estar doidos! rs
Isso deve ter haver com amplitude... espaço! Estou criando outros níveis de relacionamento.
Como explicar? Sociedades? rss
Pow, descobri que adoro política, rs. No sentido geral. Não nesse que todos conhecem e odeiam. Viver em conjunto tem haver com política, por exemplo. Depois falo disso.
Estou experimentando coisas, me experimentando! Meu senso crítico, está mais apurado... isso é um perigo!! Numa sociedade que acha graça de tudo que bomba na internet... A velocidade das coisas ficou algo espantoso! Pensando nisso... dias atrás resolvi ficar fora do Face. Para ver se "sobrevivia", rs.
É, sair um pouco do foco... Por exemplo, hoje não assisto mais tv, como antes. A verdade é que a internet engoliu a televisão de uma certa forma.
Por agora é só. Estou indo à uma reunião... PARCERIAS.
Tenham um ótimo dia!
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Epísodios
Estávamos na região central, num bar, quando aconteceram algumas situações:
Cena1
Minhas amigas estão fumando, fora do bar e observo um vendedor de rua se aproximar. Elas contam depois que o vendedor, perguntou-lhes, se elas gostariam de comprar as pulseiras que ele estava vendendo. Elas não se interessam. Ele, então, pediu R$1,50, para completar o que faltava para a compra de uma garrafa de vinho. Elas nos disseram, que por não terem o dinheiro trocado, negaram o pedido.
Cena 2
Uma criança pediu à um dos meus amigos que comprasse suas balas, meu amigo se recusou, assim como eu também o fiz, porém ela insistiu para que ele comprasse... ele, por estar conversando com outra pessoa, lhe deu uma resposta meio "atravessada". Não gostei e chamei sua atenção, de uma maneira discreta: "Talvez você devesse ter falado com ela de outro jeito." Ele explicou que ela estava sendo insistente. Ok.
Cena 3
No mesmo bar
Enquanto bebíamos, comíamos e conversávamos chegou outra pessoa, pedindo dinheiro. Não seria o último ou o primeiro. Negamos mais uma vez. Ele viu um único pedaço de frango que restaria de uma porção e pediu. Não tive dúvida e ofereci. Este, fez um breve discurso agradecendo e me chamou de "Meu Príncipe".
Diante das 3 cenas, posso observar que a questão principal não seria o doar ou não doar. Até porque, não dá para sair "ajudando" todas as pessoas pessoas que vemos pela frente.
Mas, como lidamos com a situação é a questão.
Esses bares que ficam com mesas nas calçadas, nos colocam nesse tipo de situação. Foram vários pessoas pedindo e confesso, fiquei irritado, assim como meus amigos. É algo inconveniente. Porém, em nenhum momento eu julguei aquelas pessoas. Se fazem por que se aproveitam do momento, se realmente precisam... isso só podemos supor.
A única coisa que tentei fazer é tratá-los como gente. Sem aquela indiferença, sem ser grosso, sem ser mais um a só negar (e eu neguei) e não enxergá-los, como se lidássemos com "coisas", não agradáveis. E sei que é difícil... Sim, é.
Você está num momento de descontração, na companhia de amigos, "socializando", vamos dizer assim. E é interrompido, uma, duas, três...para lidar com uma realidade que não faz parte da sua.
Não está nas suas mãos ou nas dos seu amigos a solução para tudo aquilo. Se você der uma esmola, mudará o que? Irá para casa com o sentimento de dever cumprido?
Creio, que se sentirá melhor se, mesmo negando um pedido, não negue um olhar, uma palavra ou um gesto de atenção.
Claro, que há de se convir que não podemos ficar de papo com qualquer desconhecido ou sair doando tudo que temos. Há de prevalecer, questões que se referem à locais, horários, pessoas, companhias, enfim... cada situação é única. Porque, não podemos deixar de ficar alertas para situações de risco, atitudes de má fé etc.
Por último, tento me colocar como cada uma dessas pessoas e imagino quantos "Nãos" ouviram durante toda noite. Mas sei que diante de tantas negativas, talvez tenha "doído menos", para o vendedor que ficou conversando com minhas amigas e ganhou um sorriso, deve ter doído menos para o rapaz que pediu o pedaço de frango e fez aquele agradecimento...
Mas e a garotinha? Aquilo doeu... em mim. Talvez, assim como muitos de nós ela já tenha se acostumado como esses comportamentos, mas, rezo para que ela esqueça toda essa INDIFERENÇA.
Cena1
Minhas amigas estão fumando, fora do bar e observo um vendedor de rua se aproximar. Elas contam depois que o vendedor, perguntou-lhes, se elas gostariam de comprar as pulseiras que ele estava vendendo. Elas não se interessam. Ele, então, pediu R$1,50, para completar o que faltava para a compra de uma garrafa de vinho. Elas nos disseram, que por não terem o dinheiro trocado, negaram o pedido.
Cena 2
Uma criança pediu à um dos meus amigos que comprasse suas balas, meu amigo se recusou, assim como eu também o fiz, porém ela insistiu para que ele comprasse... ele, por estar conversando com outra pessoa, lhe deu uma resposta meio "atravessada". Não gostei e chamei sua atenção, de uma maneira discreta: "Talvez você devesse ter falado com ela de outro jeito." Ele explicou que ela estava sendo insistente. Ok.
Cena 3
No mesmo bar
Enquanto bebíamos, comíamos e conversávamos chegou outra pessoa, pedindo dinheiro. Não seria o último ou o primeiro. Negamos mais uma vez. Ele viu um único pedaço de frango que restaria de uma porção e pediu. Não tive dúvida e ofereci. Este, fez um breve discurso agradecendo e me chamou de "Meu Príncipe".
Diante das 3 cenas, posso observar que a questão principal não seria o doar ou não doar. Até porque, não dá para sair "ajudando" todas as pessoas pessoas que vemos pela frente.
Mas, como lidamos com a situação é a questão.
Esses bares que ficam com mesas nas calçadas, nos colocam nesse tipo de situação. Foram vários pessoas pedindo e confesso, fiquei irritado, assim como meus amigos. É algo inconveniente. Porém, em nenhum momento eu julguei aquelas pessoas. Se fazem por que se aproveitam do momento, se realmente precisam... isso só podemos supor.
A única coisa que tentei fazer é tratá-los como gente. Sem aquela indiferença, sem ser grosso, sem ser mais um a só negar (e eu neguei) e não enxergá-los, como se lidássemos com "coisas", não agradáveis. E sei que é difícil... Sim, é.
Você está num momento de descontração, na companhia de amigos, "socializando", vamos dizer assim. E é interrompido, uma, duas, três...para lidar com uma realidade que não faz parte da sua.
Não está nas suas mãos ou nas dos seu amigos a solução para tudo aquilo. Se você der uma esmola, mudará o que? Irá para casa com o sentimento de dever cumprido?
Creio, que se sentirá melhor se, mesmo negando um pedido, não negue um olhar, uma palavra ou um gesto de atenção.
Claro, que há de se convir que não podemos ficar de papo com qualquer desconhecido ou sair doando tudo que temos. Há de prevalecer, questões que se referem à locais, horários, pessoas, companhias, enfim... cada situação é única. Porque, não podemos deixar de ficar alertas para situações de risco, atitudes de má fé etc.
Por último, tento me colocar como cada uma dessas pessoas e imagino quantos "Nãos" ouviram durante toda noite. Mas sei que diante de tantas negativas, talvez tenha "doído menos", para o vendedor que ficou conversando com minhas amigas e ganhou um sorriso, deve ter doído menos para o rapaz que pediu o pedaço de frango e fez aquele agradecimento...
Mas e a garotinha? Aquilo doeu... em mim. Talvez, assim como muitos de nós ela já tenha se acostumado como esses comportamentos, mas, rezo para que ela esqueça toda essa INDIFERENÇA.
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