sexta-feira, 10 de agosto de 2012

O Sonhar... 2

É bom estar em sintonia... Não é Alê? rs
Bom, continuando seu post, com sua licença...


Paixão. Paixão... Isso nos faz mover-se de maneira inconsciente, inocente, isso nos faz caminhar para... Nosso sonho. E chegar.

- Por que "chegar"? Sempre chegamos?

De novo, falarei de mim. Porquê gosto? Não, porque conheço.

Qualquer um que sonhe, não chega no sonho. ESTÁ no sonho. Então, cada passo à diante, é uma conquista, cada passo dentro desse sonho, é chegar, é senti-lo.

Um sonho é diferente de uma ambição, de um capricho, de um desejo, E é diferente de uma paixão. A paixão pode estar num sonho, mas um sonho é grande demais para estar em uma paixão. Um sonho é... transcendental, sonhos, são como anjos.

Meu sonho:
Se professor de literatura, escritor renomado, e um grande comunicador. Deixar meu legado.

Ser professor poderia ser apenas uma meta, um desejo. Mas é Meu Sonho quando há em mim o desejo de transformar aqueles que estarão sob minha guarda, de poder abrir novos caminhos e possibilidades com a literatura, de poder ensinar através disso e Educar. Transformar é a palavra. Transformar uma vida, mudar um destino.

Escritor renomado, reconhecido, poderia ser apenas uma ambição. Mas é meu sonho poder falar com milhares, compartilhar minhas experiências e visões, poder fazer chegar um conselho valioso a qualquer um que o achar, sem qualquer descriminação, imagem, sem qualquer escolha. Poder abrir novas portas de visão, reafirmar os princípios, e, saber, conhecer alguém sem ter conhecido, ou visto, ou trocado qualquer palavra. Transformar uma vida, mudar um destino.

. Deixar meu legado, poderia ser mais uma ambição. Mas é meu sonho, quando digo “legado”, deixar algo de valioso. Não é como deixar coisas para atrás que me lembrem ou levem o meu nome. É deixar idéias e concepções, sonhos, histórias reais. É deixar um ensinamento perpetuo, é saber ser valioso, que não foram apenas coisas, deixar algo que possa fazer parte da vida de todos. Transformar uma vida, mudar um destino.

Cada passo para isso, é uma conquista. Não apenas conquistar, viver o sonho – todas as partes dele.

Alexandre Vieira – Hoje, Agente Educador da Escola Municipal Carlos Gomes (com orgulho e felicidade), Blogueiro, Escritor amador e Compositor amador... Amanhã... Quem sabe? Estou vivendo um sonho...


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Os indicados...

Como se aproxima o fim de semana... tenho dicas de três filmes...

Os dois primeiros tem haver com... comida!

"Estômago" é inteligente e divertido! Vocês vão saber o que é um "macarrão a puttanesca"... rss






O segundo, tem a linda Julia Roberts... "Comer, rezar e amar"! Baseado numa história real, tem Índia, Itália... ah, é bem... saboroso!
Só peca pela gula de estender um pouco o filme. Mas vale a pena.




O último... tem doce! Como a protagonista do filme, Dakota Fanning! - "A vida secreta das abelhas"

O trailler está sem legendas mas vocês vão ver algo sobre amizade, esperança e irmandade!
Gosto muito deste.




Divirtam-se! E voltem para contar...

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O Sonhar...


Gostaria que vocês penssassem quanto vale um sonho? Um carro, uma casa, uma profissão, uma viagem, uma pessoa, uma noite, um ano, um minuto... uma vida!
Todas as pessoas sonham, dormindo ou acordadas. Algumas pessoas fazem planos para o futuro, mas nem todas conseguem realizá-los. Ás vezes pelo medo de aparentar teimosia, pelas opiniões dos outros etc. Muitos desistem no primeiro obstáculo, mas há os perseverantes.
O sonho depende de algo: Paixão, tesão... vontade! Escolha a melhor palavra que se aplica à vocês.
Prefiro ficar com paixão, que remete à afeição intensa e se realmente nos apaixonarmos por nossos sonhos, com dedicação, paciência e amor conseguiremos realizá-los.
(Estranharam o amor? Ah, sem amor não se vive... é a base de tudo, creiam nisso)
É importante conseguir identificar seus sonhos, saber o que os apaixona, quais são seus anseios...
Depois planejar, traçar metas, indentificar os estímulos... e os obstáculos! É importante saber que identificá-los, se precaver etc.

O fato de estar escrevendo esse texto se trata de um sonho... um dia eu quis muito ter esse espaço e ter outros olhos que lessem à tudo que escrevo.
Parece simples não? Mas não é... é dedicação, transpiração, inspiração etc. Talvez esteja um pouco longe de ser um grande blogueiro ou escritor, mas estou no caminho e vou chegar lá!

Um sonho já realizado. Que venham os outros!

É muito bom quando alguém diz: "Eu leio seu blog!"

Sonhem sempre! Mas se não conseguirem realizar, não se frustem. O fato de chegar perto também é uma REALIDADE.

Quero agradecer à todos que passam por aqui.
Muito obrigado... de coração!





terça-feira, 7 de agosto de 2012

No útimo post, há Vida e Morte. Uma sensação de sobrevida!

Certo dia desses, soube que uma garota de 14 anos iria morrer... na verdade ela "sobreviveu", todos esses anos em uma cama de hospital. Repito: TODOS esses anos, não foram só os últimos. Ela nasceu com uma deficiência... e com o passar dos anos... o cérebro parou, e os outros  órgãos também foram deixando de viver.
Um dia questionei o verdadeiro sentido da Vida... e não encontrei. Com essa não descoberta, senti uma total apatia e somado a isso, haviam os problemas de um adolescente... a solução que me passou pela cabeça foi... suicídio!
Ah, estava tudo tão sem graça mesmo... eu respirava como milhões de pessoas e outras criaturas. "Que falta poderia fazer?" - pensei.
Então, me virei do avesso para tentar entender o que vim fazer aqui... encontrei algumas respostas que me deram fôlego, animação e emoção. Pessoas me deram chaves e portas foram abertas. Foi ótimo, mas o mais importante é o sentir-se bem... Isso é o melhor de tudo e pouco me importava os outros... eu gostava daquela história.
Só que um dia apareceu uma nova descoberta e fui atras deixando o que me fazia bem, para descobrir algo novo.
Só que tudo tem um preço... Paguei um pouco alto e nem me deram o troco.
Posso até ter feito parte de um mundo invisível, onde o que importa são as aparências, mas eu não me alienava, sabia qual era o jogo, logo, me cansei da novidade.
Sou muito transparente, não consigo fingir e isso no mundo invisível é um defeito.
Continuei tocando a vida... Sobrevivendo!
Mas existiam coisas em mim que não silenciavam, como o trato com as pessoas... e uma tal Fé, na humanidade. Não sei de onde tirei isso, mas eu poderia ver a desgraça que for... ainda acreditava no ser humano.
Não é acreditar em um criminoso, por exemplo, mas é acreditar na sua recuperação. (claro desde que exista um sistema capaz de recuperá-lo) Não seria acreditar no fim da miséria, mas acreditar que existam pessoas que são capazes de sair de suas casas para doar um alimento, ok, uma medida paleativa... mas que muita gente não faz ou nunca fez.
Enfim... a dor do outro passou a ser minha também. Talvez porque no meio disso eu tenha visto outras histórias... do tráfico de drogas, da violência, de famílias destruídas...
Famílias que não são modelos!
Vivemos numa sociedade onde os modelos são iseridos em nossas mentes.
Um exemplo: Qual o modelo de beleza que uma garota negra cria em sua cabeça ao assistir Malhação ou qualquer outra novela? De que ela tem que ter o cabelo "bom"! De  que negros estão sempre nos papéis de empregados... fato.
Qual o sentido que vida passa a ter? Consumo, status, aparência, bens materiais... poder!!
As relações sociais se perderam e tudo ficou avulso... As relações agora são de plástico, de latex!
As pessoas vivem ou sobrevivem?
E no meio de tudo... um ano começou em mim... onde me comprometi (comigo mesmo) com uma mudança!! Onde estaria contribuindo para um mundo melhor.
Veio um "estalo"... iniciei um movimento, que gerou outro movimento e um movimento em mim. Fiz uma reforma íntima e fui descobrindo que aquilo do que eu havia me afastado, não se afastou de mim. Voltou mais forte, mais interessante... e emocionante!
Posso dizer que encontrei o sentido da Vida e não é só olhar para o meu próprio umbigo.

Ah, a garota de 14 anos... apesar de ter vivido daquela forma, pode ter tido uma experiência de grande apredizado, porque tem muitas pessoas que respiram, andam. pensam... mas é como se estivem adormecidas, bloqueadas... sobrevivendo.







sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Amargo e Afável - Parte 4/4


Então eu me lembrei de uma cena antes dessa, apenas um dia antes do inicio de tudo isso.
Havia uma caixa com desenhos que achei numa pasta enquanto arrumava as coisas para minha mudança. Ia jogar tudo fora, mas abri. Havia vários desenhos feitos quando eu tinha de 10 a 13 anos.
Não sei explicar a sensação que experimentei ao olhar um dos desenhos especificamente - o rosto de um lobo; um desenho simples. A princípio, senti-o muito simples, mas ao mesmo tempo perfeito, completo.
No mesmo instante senti o que era; Era como se faltasse algo, ao tempo que havia a ciência em mim de que qualquer traço a mais o estragaria, qualquer tentativa de fazê-lo “perfeito”, o imperfeiçoaria. - Tive a ciência no mesmo momento, e eu sabia, ele já fora perfeito para mim.
Então imaginei e pude ver a pequena mão de desenhou aqueles traços suaves, o sorriso simples e leve assim como o olhar que tinha o lobo. Tive a nítida e transparente visão de mim por aqueles traços, daquele mesmo jeito: Puro, simples, sem enfeites - Aquilo me fez imensamente bem.
Lembrei de um sorriso meu que há muito não dou, de uma inocência que perdeu espaço no mundo, de um sentimento de carinho por mim mesmo que já não existia. Senti carinho por mim, ternura e empatia por mim mesmo. Orgulho daquela criança.
Olhando aquele desenho eu pude sentir que eu ainda era aquela criança, que ela ainda existe em mim e isso me deu um gosto bom naquele momento, me fez sentir orgulhoso de ser quem eu era. Então eu decidi guardar aquele desenho para colá-lo na parede ao lado da minha cama para vê-lo toda manhã, porque eu precisava não esquece aquele menino, mas esquecer seria inevitável, então eu sabia, eu precisava lembrar todos os dias - Eu precisava lembrar todos os dia de quem eu sou.
                                                                                                            
Lembrando dessa cena, e a que veio em seguida, percebi que o que eu precisava urgentemente saber, o que era tão subjetivo a ponto minha visão mais profunda e detalhista daqueles dias não alcançarem nunca foi “Por que sobrevivemos?” ou “Qual o valor da vida?” Ou “o porquê estava vivendo”. O que eu precisava era lembra. Precisamos ser conscientes que estamos vivos. Mesmo quando não parece, estamos vivos, ainda respiramos e sobrevivemos a tudo o que tentou nos derrubar minutos atrás.

Nós sobrevivemos a todo o sofrimento que passamos, sobrevivemos às dificuldades que a vida nos impõe, sobrevivemos às frustrações, às limitações. Sobrevivemos às magoas, sobrevivemos às derrotas, sobrevivemos aos erros... Às vezes, até deixamos de caminhar, paramos, mas sobrevivemos, resistimos. E não importa o porquê!
O que me afligia e me abatia tão profundamente naqueles dias, e eu não entendia, o que era tão urgente saber é que: Aquela garota com apenas dezessete anos, com todos os seus sonhos e suas esperanças, morria e eu não conseguia lembra que vivia.  Apenas isso. Não porquê ou para quê. Precisamos antes lembrar desse simples fato: Nós sobrevivemos. Estamos vivos. Ser conscientes sobre isso.