sábado, 16 de outubro de 2010

Família


Salve salve! Que bom que estão por aqui... vcs não sabem o quanto isso é bom! Um dia eu vislumbrei que o "ibope" do blogger fosse subir... "E então?" Pensei como seria lidar com uma certa popularidade. Teria que melhorar meu "conteúdo"?! Fiquei um pouco preocupado... Mas isso passou. Hoje me sinto seguro para ir traçando minhas palavras e tornando "algo real"! Seja uma história fictícia ou um relato da vida.
Então, aos trabalhos!

No post anterior, eu comentei da minha irmã... Aliás são duas!
Quando viemos morar no Rio de Janeiro, eu e minha mãe moramos na casa de um casal que tinham duas filhas. Minha mãe trabalhava para o tal casal. Na verdade ela ja os conhecia desde Belém do Pará... Ele eu chamava de "Tio Beto" e ela de "Tia Holanda". E haviam as meninas: Alessandra e Helayne. Meu nome é uma homenagem à primeira. Descobri isso depois, rss... Minha mãe fazia que eu entendesse que eu era o filho da empregada, logo... tinha que me comportar como tal! Mas eu era uma criança, nem ligava pra isso, rss!
Muita coisa ja não me lembro, mas meu relacionamento com as meninas era tranquilo. Elas eram muito carinhosas. E eu era o mais novo do trio.
Tinha alguns amigos no prédio. O bacana das crianças é isso, elas não dão importância para bobagens. Tinha um que se chamava Rodrigo, ele era filho do zelador. Uma vez me convidou para almoçar em sua casa. Aceitei! Só que eu era muito ruim pra comer... A mãe dele caprichou! Eu nem dei 3 colheradas e ja não queria mais. Estavamos só nos 2 à mesa. Ele me disse que se juntasse a comida "assim" ela ia pensar que eu comi bastante. O "assim" seria tipo um monte ou um morrinho de comida! Largamos la e fomos brincar... rss
Quando eu aprendi a balaçar... Levei um tombo! Ralei o joelho e ja ia abrir o berreiro, quando surge na minha frente uma loirinha que parecia um anjo:
-"Machucou!?"
-"Não!" - e sai correndo segurando o choro... rss!
Essa menina depois, virou minha amiga. Paulinha...

Ao sábados o "tio" pegava o trio e íamos tomar sorvete ou "andar" de pedalinho na Lagoa.
Eu não entedia muito as coisas... mas sei que me tratavam muito bem!
Minha mãe quis vir pra São Paulo, para encontrar meus tios... Ai foi uma tristeza! Eu queria ficar...
Já em São Paulo, eu e as meninas  passamos a nos corresponder através de cartas... Essas cartas eram muito especiais (ainda existem), cheias de afeto... Os anos se passaram... Eu cresci e resolvi ir atender o convite que sempre faziam,  para que eu fosse visitá-los.
Quando isso ocorreu eu não tinha idéia de como seria recebido... Não tinha a menor expectativa... Fiquei comovido! Uma total atenção, carinho, consideração... que me deixaram muito sem jeito! rss...
Então, eu soube de uma coisa importante... Um dia essa família quis me adotar! Mas minha mãe não quis. Quando digeri isso, fiquei muito feliz! Por eles e por minha mãe. Nunca vou saber como seria se eu fosse adotado. Mas eles fazem parte da minha história e eu da deles!
Até fico emocionado escrevendo tudo isso. Elas me chamam de irmão! E tem uma que é loirissíma, rss!
Quando fui encontrar Helayne na rodoviária, fui tb encontrar um pouco de mim...
Por que às vezes nos afastamos de quem gostamos?!
Cultivem suas relações isso dá bons frutos!

Dedico esse post à essas pessoas tão queridas!

8 comentários:

Ariane Binotte disse...

Nossa amigo...
Vc sempre me surpreendendo com sua linda forma de transformar simples palavras em pura poesia... Encantadoramente gostosa de se ler!!!
Sinto muita falta das antigas "cartinhas" enviadas com tanto carinho, manuscritas... e não "copiadas e coladas" como são atualmente...
Te adoro de montão!!!
Beijussssssssssss (açucarados ou não???)

Alef disse...

Pois é querida... Aquele gosto de receber uma carta é diferente de ler um e mail, por exemplo! A tecnologia diminuiu as distâncias, porém, afastou de um certo modo as pessoas!
Os beijos são com adoçante, ja que vc não pode! rss
Obrigado!

beth disse...

Poxa alê...fiquei emocionada, familia é uma coisa muito importante, e eu as vezes me afasto da minha.Sempre intocada (quase um fantasma) , embora como vc aprendeu logo cedo, nem sempre familia vem de laços de sangue e sim do coração. Preciso melhorar mto o meu e com certeza vc sem querer me ajudou mto.Bj grande nesse coração tão honrado e cheio de amor que é o seu.Da sua mais antiga, nova e eterna amiga.

Alef disse...

Beth, fico feliz por ter contribuido com uma coisa mínima... Só o fato de vc pensar sobre o assunto já é bom. Imagina vc passar agir de modo diferente!?
Os resultados podem não ser imediatos, mas só o fato de vc tentar... Vale a pena!
Beijo!

Anônimo disse...

Tando, meu irmão (pra mim vc sempre foi e sempre será meu irmão), tive uma infância maravilhosa na qual vcs fizeram parte. Qdo vcs foram embora, não tem noção do vazio que deixou nas nossas vidas. Eu tive o privilégio de ter tido duas mães e dois irmãos maravilhosos e sou muito feliz e grata por isso! Te amo! A saudade é uma m (mas só de saber que vcs estão bem isso me deixa tão feliz)! Vcs estão pra sempre em meu coração!!! Não me canso em dizer que amo vcs! Que orgulho de ver o homem que vc se tornou! Beijos da irmã loiríssima!

Alessandra Tandy disse...

Meu irmão, tem algo que vc precisa saber...Eu quero e adotei vc e a Lu!!!Vc não tem idéia de quantas vezes já pensei em "largar" tudo e ir para São Paulo!!
AVISO: Vcs já foram adotados pelo meu coração!!Não dá para desfazer...com amor, Tandy.

Alessandra Tandy disse...

Snif...saudades...Te amo!!

Alef disse...

Tandy... Muitas saudades tb! Que lindo o que vc escreveu... sei que é de verdade!
Amo vc tb...